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"Libertar o futuro"

Sábado, 20.03.10

 

Vivemos na cultura da banalização. Poderia ter escolhido "a cultura da banalidade" ou "das banalidades", que também o é, mas a verdade é que a cultura actualmente mais influente, a que vemos nas televisões, na rádio, nas revistas, a que se propaga e contamina tudo o que nos envolve, é mais do que simplesmente banal. Sim, a actual cultura vigente banaliza tudo: a vida, os afectos, os sentimentos, as emoções, o sofrimento, os acontecimentos, as pessoas. 

Ao dessacralizar tudo, ao retirar o seu significado único, irrepetível, profundo, coloca tudo no mesmo plano, e esse plano é o da indiferença.

 

É por isso que se generalizou a ideia de que os políticos são todos iguais, os partidos são todos iguais, e que não vale a pena mudar porque vai ser a mesma coisa.

Este discurso cínico da indiferença e da impotência é o mais prejudicial possível na actual situação do país.

O melhor discurso, o que liberta e mobiliza, é o da verdade. Não a verdade embrulhada em desculpabilização, com os alibis do costume. Aliás, alibis que já não pegam.

 

Esta cultura da banalização apoia-se nos jornalistas e comentadores de serviço para matraquear diariamente a versão oficial e meter tudo no mesmo saco. Da forma mais superficial possível. Sem argumentação válida. E sem verdadeiro debate de ideias, só mesmo banalidades.

Mesmo estes estudos pseudo-científicos baseados em inquéritos mais que discutíveis com amostras mínimas, sem neutralizar factores que interferem num estudo científico, sem validação fidedigna, tudo é válido para espalhar a versão que convém ao situacionismo.

 

É o mundo das sondagens pré-eleitorais, que dramatizam as expectativas e pretendem influenciar os eleitores.

Alguém duvida hoje que Paulo Rangel é o que faz tremer os socialistas?

Alguém duvida que o preferido do situacionismo desta cultura da banalização é Passos Coelho? 

 

Não se pode meter tudo no mesmo saco, deve cultivar-se a observação e a reflexão. Distanciarmo-nos do barulho que por aí vai.

Atirarem-nos com números que nem sequer são fiáveis, não nos impressiona. Já vimos como os números são facilmente manipuláveis. 

Se até mesmo os números que se aproximam da realidade acabam por banalizar essa mesma realidade se mal interpretados e mal utilizados...

 

Por isso estou confiante: o PSD ainda tem uma grande reserva de auto-preservação e instinto de sobrevivência para não se deixar iludir. Mostrou que está vivo, como já há muito não o víamos, e é essa energia que deve manter, essa vitalidade.

O seu maior trunfo? A política de verdade, porque é de verdade que o país precisa. E depois, da mobilização de todos, porque estamos todos no mesmo barco. E teremos de colaborar, cada um na sua dimensão própria do possível e do justo.

 

Essa mobilização não surgirá por acaso, mas se souberem escolher quem melhor representa essa energia vital, essa convicção, essa alma acesa.

Aliás, no Prós e Contras mais recente, repararam como foi precisamente o médico, director do Hospital de Santa Maria, o que melhor percebeu isso?, percebeu que qualquer coisa de muito errado se está a passar. Falou em desânimo, perda de energia, e a generalizar-se. As pessoas precisam de esperança, de acreditar em qualquer coisa, de um futuro.

Sim, precisam de futuro, e sentir que estamos todos juntos a colaborar na direcção desse futuro possível.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 16:08








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